Números e Indicadores

Número de estabelecimentos licenciados

Águas salobras e marinhas no Continente (dados de 2014): 1521 estabelecimentos licenciados dos quais 1450 estão ativos. Destes, 1343 são viveiros, 85 tanques, 21 estruturas flutuantes e 1 unidades de reprodução. Na sua maioria são unidades produtivas de base familiar.

Águas doces no continente (dados de 2014): 30 estabelecimentos licenciados, dos quais 10 estão ativos. Destes, 4 são postos aquícolas estatais, 1 está sob gestão de uma autarquia e os restantes são estabelecimentos aquícolas privados. No que respeita à implantação, apenas 1 das aquiculturas utiliza estruturas flutuantes.

Em termos de área total, verificou-se praticamente uma manutenção (+1,6%) com a dimensão média de 3,1 hectares por estabelecimento aquícola.


POEM/ Zonas de aquicultura potencial

mapaO Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo identificou um conjunto de zonas de potencial aquícola suscetíveis de serem atribuídas para instalação de novos estabelecimentos de exploração aquícola.

A área afeta à aquicultura apresenta ainda tendência para aumentar em resultado da possibilidade de:

• Criação de novas áreas de produção aquícola em mar aberto;
• Reutilização de áreas que já foram afetas à atividade aquícola e que se encontram sem atividade.

Para conhecer as zonas de aquicultura potencial já definidas, consulte o geoportal de culturas marinhas


A produção aquícola

Em 2014, a produção da aquicultura nacional foi de 10.791 toneladas, tendo gerado uma receita de 50,3 milhões de euros.

A produção em águas salobras e marinhas continua a ser a mais importante, correspondendo a cerca de 93% da produção total.

 


A produção por espécie

A produção de peixe em águas salobras e marinhas representa 47,7% da produção, sendo a grande maioria (91,0%) constituída por “dourada” e “pregado”.

Os moluscos bivalves representam 45% da produção total, sendo a amêijoa a espécie mais relevante, seguida do mexilhão.
A produção de ostras (1 085 toneladas produzidas) aumentou 36,6% em 2014 devido a um novo paradigma de  investimentos  que se têm vindo a verificar de norte a sul do país, em viveiros e em espaços que anteriormente estavam a ser utilizados para a produção de peixe.


Regimes de Exploração

Relativamente aos regimes de exploração, a produção de aquicultura em águas doces manteve-se exclusivamente intensiva.

Na produção aquícola  em águas marinhas e salobras, 47,8% do volume total foi proveniente do regime extensivo, tendo sido utilizado sobretudo para a cultura de bivalves.
Do regime intensivo, que reforçou o seu peso em 2014, teve origem 39,2% da produção, enquanto o semi-intensivo foi responsável por apenas 13,1%  do total produzido. A diminuição da produção em regime semi-intensivo deveu-se à conversão de muitos estabelecimentos de peixe para a produção de bivalves em regime extensivo.


Tipo de estabelecimentos

Em termos do tipo de estabelecimentos, a estrutura manteve-se em relação a 2013, com cerca de 88,3% de viveiros para produção de moluscos bivalves, a  maioria dos quais localizados na Ria Formosa.
Os tanques para a produção de peixe correspondiam a 9,2% e as estruturas flutuantes (maioritariamente destinadas à produção de moluscos bivalves) a 2,1%  do total dos estabelecimentos licenciados.


Distribuição geográfica da produção

Em termos de distribuição geográfica da produção aquícola em águas interiores e oceânicas, por NUTS II (dados de 2014), a Região do Algarve é a mais representativa, com uma produção de 4.676 toneladas, correspondentes a 43,3% da produção aquícola total, seguida do Algarve com 4.539 toneladas.


Emprego

Em 2012 a atividade aquícola envolvia 2.572 postos de trabalho diretos, dos quais 20% ocupados por mulheres, existindo apenas 5 empresas a empregarem mais de 10 trabalhadores.